Eu me atrasei pra ir ao mercado. Achei melhor traçar planos econômicos maquiavélicos para evitar enfiar a carteira na torradeira. Aproveitei para dar uma pesquisada no que seria saudável comprar de lanche pro Nicolas levar pra escola. Então, começou a saga.
Eu sempre escolhi bem os alimentos de casa, e sempre optei (ou achei que optava) por opções saudáveis. Mas qual não foi minha surpresa perceber que, às cegas, muitas vezes fui levada a acreditar que as informações estavam ali, visívelmente práticas, no slogan de qualquer caixinha. A busca, na verdade, deve ter começado lá no programa da Capim (“Socorro! Meu filho come mal!” da GNT) – que sempre me assusta ver a atitude dos pais com relação à criança – que me levou à uma busca incessante aqui na internet. Até chegar ao documentário que muitos já devem ter ouvido falar, mas nem todos (como eu!) parado pra ver.
A educação aliementar não faz parte da grade de ensino das escolas, assim como a financeira. Como citado no documentário, muitas vezes nós não utilizamos nosso conhecimento sobre álgebra, história, geografia durante o dia, mas precisamos decidir o que vamos comer todos os dias, mais de uma vez! É assustador pensar que a cada dia as escolhas se tornam mais precárias, e que isso é resultado da “praticidade” que tanto necessitamos, influenciando o que escolhemos ao longo dos anos.
Se você é pai ou mãe – ou pelo menos, se pretende ser – tire algum tempo do seu dia e dedique-se a assistir esse documentário. Você pode não mudar muito seus hábitos, mas com certeza ele te incentivará a procurar por mais opções. Por que sabe qual é o mais impressionante em tudo isso? Optando por assistir, quem ganha é nossa família, e ninguém, no mundo inteiro, quer correr o risco de perder um filho ou vê-lo sofrendo problemas de saúde. Principalmente se a causa são nossas más escolhas.
As mensagens chegam de diversos lugares. Ao terminar o vídeo me peguei lembrando do filme “Wall-e” e do trecho da palestra do Dr. Lair Ribeiro falando sobre refrigerantes. Eu sabia que fazia mal, mas não fazia idéia do quanto! Precisamos realmente começar a ponderar o que se tornou mais importante pra nós, e ter a coragem de refazer essas escolhas.
Se você sabe quais são os seus valores, e você determina eles, você diz: “Eu vou comprar o futuro que eu quero ver no mundo, comprando somente de empresas compatíveis com meus valores”. Com certeza você vai apavorar as empresas, mas de uma maneira boa. No final, elas vão adorar, por que quem trabalha nas empresas são mães e pais, com os mesmos problemas, o mesmo trânsito, a mesma birra dos filhos. Eles também não estão felizes com essa situação. Como consumidor, você pode guiar eles e liderar essa revolução.
Claro que eu não vou ficar neurótica e acho que a proposta não é essa. Mas uma coisa é algo ser exceção, outra coisa é um mau hábito virar regra. Estar consciente é ter munição pra um pensamento rápido e melhores escolhas. Ainda temos tempo de mudar nossos hábitos e instalar dentro de nós (e consequentemente, das crianças) a consciencia de fazer boas escolhas. Quem ganha somos nós.


















